III Jornada Interdisciplinar de Pesquisa em Teologia e Humanidades
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III Jornada Interdisciplinar de Pesquisa em Teologia e Humanidades, v.3, n.1, 2013.

EDUCAÇÃO E BIOÉTICA: UMA DISCUSSÃO SOBRE A AÇÃO DO ESTADO


Valquiria Elita Renk 1

O Estado tem como atribuição legitimada pela sociedade a organização do sistema escolar. Neste texto faremos a análise das políticas de educação do Estado brasileiro, em dois momentos: primeiras décadas do séc. XX e nas últimas décadas do séc. XX. Estes foram dois momentos significativos na história, pois no primeiro o Estado estabelece e implanta as políticas de eugenização e higienização da população, através da legislação escolar. No segundo momento o Estado implanta nas escolas, as políticas de reconhecimento das diferenças culturais, através dos currículos e saberes escolares. As fontes de pesquisa são a legislação escolar, os documentos oficiais como os relatórios de governo, que expressam as políticas estatais. As fontes permitem analisar a ação do Estado na execução de políticas públicas, usando a escola como espaço privilegiado. Ao implantar as políticas públicas na escola, o Estado atinge as famílias com estas medidas. Neste texto buscou-se construir uma discussão entre educação, bioética e história da educação. As fontes teóricas de bioética são: Lepagneur (2004) e Barchifontaine (2012), que discutem a dignidade humana. A educação e a cultura escolar são discutidas por Juliá (2001) e D’Avila (2006) e pelos historiadores e sociólogos Bourdieu (1996), Certeau (1994), Weber (1991) e Foucault (1981, 1983, 1999) que contribuem para o entendimento do papel da história da educação, do Estado e das políticas de biorregulação da população.


Palavras-chave: Educação. Estado. Políticas Públicas.



1 Doutora em Educação. Professora Titular da PUCPR

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