Revista de Filosofia Aurora
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Revista de Filosofia Aurora, v.29, n.46, 2017.

The roots of human responsibility


Angela Michelis

Starting from Hans Jonas’ works, this essay researches the bases of human responsibility and its reasoning is made up of four points. 1. He was aware of how his experience had influenced his thought and he questioned what means reflecting starting from extreme situations: «The apocalyptic state of things, the threatening collapse of a world, the climatic crisis of civilization, the proximity of death, the stark nakedness to which all the issues of life were stripped, all these were ground enough to take a new look at the very foundations of our being and to review the principles by which we guide our thinking on them». 2. Faced with these situations he rediscovered the richness of the Ancients’ thought. For example, the Stoics inherited and transformed the illuminating aspects of the theory that conceived of the ‘being’ as contemplation of the whole, which had permeated Greek natural philosophy and scientific speculation. They took it on as the capacity to identify one’s own most internal principle with the principle of the whole, in a more religious sense. The discovery in the whole of what is felt to be the highest and noblest in human beings – like reason, order, and form - makes our orientation towards a super-regulating end a liberating wisdom. 3. Jonas considers that starting from XVII century the two aspects, here distinct as external and internal, remain at the core of the issue so far as the problem of freedom is concerned. Moreover, theoretical efforts now move in the direction of rendering, of discovering a conception of freedom which is logicallycompatible with causal determinism, while in the history of philosophy, the problem of freedom was not born in the sphere of logic. So it is necessary to rethink Modernity and how it is possible to found human freedom and responsibility nowadays.


Palavras-chave: Hans Jonas. Ancients. Moderns. Responsibility.


As raízes da responsabilidade humana


A partir das obras de Hans Jonas, este ensaio investiga as bases da responsabilidade humana e seu raciocínio é composto de quatro pontos. 1. Ele sabia como sua experiência tinha influenciado seu pensamento e questionou o que significa refletir a partir de situações extremas: "O estado apocalíptico das coisas, o colapso ameaçador de um mundo, a crise climática que afeta a civilização, a proximidade da morte, a nudez absoluta a que todas as questões da vida foram despojadas, tudo isso foi suficiente para dar uma nova visão aos fundamentos de nosso ser e rever os princípios pelos quais orientamos nosso pensamento sobre eles". 2. Diante dessas situações, Jonas redescobriu a riqueza do pensamento dos Antigos. Por exemplo, os estoicos herdaram e transformaram os aspectos iluminantes da teoria que concebeu o "ser" como contemplação do todo, que permeou a filosofia natural e a especulação científica grega. Eles assumiram isso como capacidade de identificar o seu próprio princípio mais interno com o princípio do todo, em um sentido religioso. A descoberta em tudo o que se considera ser o mais alto e o mais nobre nos seres humanos - como a razão, a ordem e a forma - fez com que nossa orientação para um fim super-regulador fosse uma sabedoria libertadora. 3. Jonas considera que, a partir do século XVII, os dois aspectos, aqui distintos como externos e internos, permanecem no cerne da questão no que se refere ao problema da liberdade. Além disso, os esforços teóricos movem-se agora no sentido de tornar, de descobrir uma concepção de liberdade que seja logicamente compatível com o determinismo causal, enquanto na história da filosofia o problema da liberdade não nasceu na esfera da lógica. Por isso, é necessário repensar a Modernidade e como é possível fundar a liberdade e a responsabilidade humanas hoje em dia.


Keywords: Hans Jonas. Artigos Modernos. Responsabilidade. Moderns. Responsibility.



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