Fisioterapia em Movimento
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Fisioterapia em Movimento, v.30, n.1, 2017.

Body posture and pulmonary function in mouth and nose breathing children: cross-sectional study


Jovana de Moura Milanesi
Fernanda Pasinato
Luana Cristina Berwig
Ana Maria Toniolo da Silva
Eliane Castilhos Rodrigues Corrêa

Introduction: Mouth breathing can lead to changes in body posture and pulmonary function. However, the consequences are still inconclusive and a number of studies are controversial. Objective: Evaluate and correlate spirometric parameters and postural measures in mouth breathing children, and compare them to nose breathers. Methods: two groups of 6 to 12 year-old children were evaluated: mouth breathers (MB, n = 55)and nose breathers (NB, n = 45). Spirometry and body posture analysis using photogrammetry (SAPo 0.68® v) were carried out. The following spirometric measures were evaluated: peak expiratory flow (PEF), forced expiratory volume in 1 second (FEV1), forced vital capacity (FVC), FEV1/FVC ratio (%) and forced expiratory flow between 25% and 75% of FVC (FEF 25-75%). Biophotogrammetric measures analyzed were: horizontal alignment of acromions (HAA) and anterior superior iliac spine (HAASIS), Charpy angle, horizontal alignment of the head (HAH), cervical lordosis (CL), thoracic kyphosis (TK), lumbar lordosis (LL), cervical distance (CD) and lumbar distance (LD). Results: There were no intergroup differences in spirometric and postural variables. Positive and moderate correlations were found between CL and CD measures with PEF, FEV1, FVC and FEF 25-75%, while weak correlations were observed between lumbar lordosis and PEF, FEV1 and FVC. Conclusion: The breathing mode had no influence on postural and respiratory measures. However, greater forward head posture, with smaller cervical lordosis, was related to higher lung volumes and flows in both groups.


Palavras-chave: Mouth Breathing. Spirometry. Posture.


Postura corporal e função pulmonar em crianças respiradoras orais e nasais: estudo transversal


Introdução: A respiração oral pode levar a alterações na postura corporal e na função pulmonar. Entretanto, tais implicações ainda são inconclusivas e alguns estudos são controversos. Objetivo: avaliar e correlacionarparâmetros espirométricos e medidas posturais em crianças respiradoras orais, comparando-as com respiradores nasais. Métodos: foram avaliadas crianças de 6 a 12 anos que compuseram os grupos: respiradores orais (RO, n = 55) e nasais (RN, n = 45). Foram realizadas espirometria e análise da postura corporal, por meio de biofotogrametria (SAPo v 0.68®). As medidas de espirometria utilizadas foram: pico de fluxo expiratório (PFE), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), capacidade vital forçada (CVF), relação VEF1/CVF (%) e fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da CVF (FEF25-75%). As medidas biofotogramétricas analisadas foram: alinhamento horizontal dos acrômios (AHA) e das espinhas ilíacas ântero-superiores (AHEIAS), ângulo de Charpy, alinhamento horizontal da cabeça (AHC), lordose cervical (LC), cifose torácica (CT), lordose lombar (LL), distância cervical (DC) e distância lombar (DL). Resultados: Não houve diferença entre os grupos nas variáveis espirométricas e posturais. Foram encontradas correlações positivas e moderadas entre as medidas posturais LC e DC e as medidas de PFE, VEF1, CVF e FEF25-75%. Ainda, correlações fracas entre DL e PFE, VEF1 e CVF foram encontradas. Conclusão: Na amostra estudada, o modo respiratório não gerou influência nas medidas posturais e respiratórias. Porém, a maior projeção anterior da cabeça com menor lordose cervical se relacionou com maiores volumes e fluxos pulmonares, em ambos os grupos.


Keywords: Respiração Bucal. Espirometria. Postura.



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